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Avanço da neurotecnologia chinesa desafia visão de Elon Musk sobre tratamento para paralisia

Pesquisadores chineses restauram a mobilidade em pacientes com lesões na medula espinhal, colocando em questão a visão de Musk sobre a irreversibilidade da paralisia.
Avanço da neurotecnologia chinesa desafia visão de Elon Musk sobre tratamento para paralisiaGettyimages.ru / Scott Olson

A paralisia causada por lesões na medula espinhal foi, por muito tempo, considerada irreversível, mesmo com as promessas de tecnologias como as desenvolvidas pela Neuralink de Elon Musk.

No entanto, um estudo clínico recente realizado pela Universidade Fudan, em Xangai, conseguiu reverter essa situação, permitindo que pacientes paralisados recuperassem a mobilidade em questão de dias, informou a imprensa chinesa.

Quatro pacientes, que haviam perdido o controle de suas pernas, conseguiram mover os membros após um procedimento minimamente invasivo, realizado com a ajuda de chips implantados no cérebro e na medula espinhal.

A inovação dos cientistas chineses foi a criação de um “desvio neural” que reconectou os caminhos naturais do corpo, ao contrário da abordagem da Neuralink, que utiliza interfaces cérebro-computador para contornar os nervos danificados.

Com a nova técnica, os pacientes não só recuperaram a capacidade de andar de forma independente em semanas, mas também apresentaram sinais de recuperação da função nervosa, um feito que os pesquisadores chamam de “remodelação neural”. Esse avanço desafia a ideia de Musk de que a paralisia irreversível só pode ser tratada com dispositivos externos e levanta novas perspectivas sobre a possibilidade de uma recuperação completa e sem a dependência de tecnologias externas.

O sucesso desse experimento pode abrir caminho para novas abordagens no tratamento de lesões na medula espinhal e colocando os desenvolvimentos científicos na área de neurotecnologia em uma nova direção promissora.