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Itália e Espanha recusam apelo da UE para aumentar gastos com Ucrânia

Ambas as nações, duas das maiores economias da UE, afirmam que é prematuro definir uma posição sobre a proposta, destacando a necessidade de equilibrar o apoio externo com os próprios investimentos em defesa.
Itália e Espanha recusam apelo da UE para aumentar gastos com UcrâniaGettyimages.ru / Iryna ustenko

A Itália e a Espanha anunciaram na segunda-feira (17) que não estão dispostas a apoiar uma proposta da União Europeia para destinar até 40 bilhões de euros (US$ 43,67 bilhões) em ajuda militar à Ucrânia no ano de 2025, com contribuições proporcionais ao tamanho das economias de cada país, relatou a Reuters nesta terça-feira (18). 

A ideia, apresentada pela chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, poderia dobrar o apoio militar do bloco à Ucrânia, já que a UE e seus membros forneceram cerca de 20 bilhões de euros ao país eslavo em 2024.

Após a reunião dos ministros das Relações Exteriores dos 27 países da UE em Bruxelas na segunda-feira (17), Kaja Kallas afirmou que sua proposta de ampliar o apoio à Ucrânia conta com "amplo respaldo político" e que as discussões agora avançam para os detalhes práticos.

Os ministros das Relações Exteriores da Itália e da Espanha, a terceira e quarta maiores economias da UE, respectivamente, afirmaram que ainda seria "muito cedo" para tomar uma posição final sobre a proposta.

"Estamos aguardando o telefonema entre Trump e Putin para ver se haverá algum passo adiante no sentido de alcançar um cessar-fogo", comentou o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, acrescentando que a Itália também precisa encontrar uma forma de financiar o aumento de seus próprios gastos com defesa.

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Álvarez, enfatizou que "não há nenhuma decisão sobre isso no momento. Veremos como será o debate", declarou.