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Justiça romena proíbe outra candidata de concorrer às eleições presidenciais

''É uma honra ser rejeitada pelo sistema mais ditatorial que já existiu'', afirmou Diana Șoșoacă.
Justiça romena proíbe outra candidata de concorrer às eleições presidenciaisKONTROLAB

A Comissão Eleitoral Central rejeitou, neste sábado, a candidatura presidencial de Diana Șoșoacă, ex-advogada de 49 anos e membra do Parlamento Europeu, informou a mídia romena. Ela reagiu à notícia em suas redes sociais, afirmando que recorreria da decisão.  

De acordo com a imprensa local, a justiça argumenta que alguns dos "pronunciamentos, posições e crenças" de Șoșoacă não estão em conformidade com os "valores e as demandas de uma sociedade democrática".

A política, no entanto, declarou que havia analisado toda a situação com os advogados e que não existem motivos legais para que sua candidatura seja rejeitada.

''É uma honra ser rejeitada pelo sistema mais ditatorial que já existiu'', afirmou Șoșoacă. ''Posso dizer que o Sr. Putin tem uma democracia fantástica na Rússia, enquanto na Romênia e na União Europeia, tudo é na base da ordem, é uma ditadura terrível onde as pessoas são mortas por interesses políticos''.

Ela aproveitou a oportunidade para criticar o envolvimento do bloco no conflito ucraniano: "Peço gentilmente a Macron que leia um pouco mais sobre o que aconteceu com o grande Bonaparte quando ele quis conquistar a Rússia. A Rússia não pode ser conquistada. Por outro lado, a Romênia foi conquistada com muita facilidade: pela desunião, pela divisão", acrescentou.

  • Na terça-feira, a justiça romena rejeitou um recurso do candidato presidencial Calin Georgescu, crítico da OTAN e da UE, para contestar a decisão das autoridades eleitorais de proibí-lo de participar das eleições.
  • Dessa forma Georgescu, que venceu o primeiro turno, não poderá mais ser candidato.