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Bolsonaro sugere que Trump deve intervir para garantir liberdade no Brasil

Em fevereiro, o governo Trump emitiu uma dura advertência ao país, apontando para supostas violações da liberdade de expressão e dos valores democráticos.
Bolsonaro sugere que Trump deve intervir para garantir liberdade no BrasilGettyimages.ru / Pool

Durante sua entrevista ao Flow Podcast na sexta-feira, o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, afirmou que o povo do país "não tem as condições" para resolver seus supostos problemas de liberdade.

"Então a gente precisa de sinalizações de fora do Brasil. Estão acontecendo, sim, no meu entender, com a vitória de Donald Trump nos EUA", disse.

Bolsonaro também mencionou um parecer do Ministério Público espanhol, que negou os pedidos de prisão e extradição do blogueiro bolsonarista Oswaldo Ostáquio, responsável por divulgar dados pessoas de um delegado responsável pela investigação de atos antidemocráticos no Brasil. "Para eles não é crime", observou.

Em outro momento da conversa com o influenciador Igor Coelho, Bolsonaro alegou que as violações à liberdade de expressão no Brasil atual são mais graves do que aquelas ocorridas com a promulgação do Ato Institucional nº 5 (AI-5) durante a ditadura militar.

''Tinha censura na imprensa [na época da Ditadura Militar], não vamos negar isso aí. Mas não era essa censura toda como existe hoje'', declarou. Em resposta, Coelho afirmou que não sabe, ''porque como não vivi, não tenho nem ideia''.

Advertência do governo Trump ao Brasil

Em fevereiro, o governo Trump emitiu uma advertência ao Brasil, condenando supostas violações da liberdade de expressão e dos princípios democráticos.

A advertência foi publicada um dia após a juíza norte-americana Mary Scriven determinar que a plataforma Rumble e a Trump Media & Technology Group não precisam seguir as determinações do ministro Alexandre de Moraes, já que sua jurisprudência não se estende ao território dos EUA.

As empresas haviam apresentado uma liminar junto à justiça norte-americana, alegando que o magistrado cometeu "violação extraordinária dos princípios fundamentais de liberdade de expressão, soberania e do estado de direito". Eles exigiam que suas ordens fossem ignoradas nos EUA.