Panamá responde às ameaças militares de Trump com aviso contundente

No dia anterior, a mídia informou que Washington planeja aumentar sua presença no país centro-americano.

Em resposta às ameaças do governo dos Estados Unidos, que estaria considerando "opções militares" e o envio de tropas para o Canal do Panamá como parte das operações para recuperar o controle da hidrovia, a administração do país centro-americano emitiu uma resposta firme e contundente.

"O Tratado de Neutralidade é e será respeitado", afirmaram as autoridades em declaração à mídia local. O tratado em questão estabelece que apenas o Panamá tem o direito de manter forças militares em seu território nacional, garantindo a neutralidade e a soberania do país sobre o canal.

Nesse contexto, a administração panamenha enfatizou que "a colaboração e a cooperação em questões de segurança e imigração com os EUA são estreitas, mas não há planos nem houve nenhum contato formal ou informal para permitir a presença militar dos EUA" no país.

Defesa do canal

Os rumores sobre a possível decisão do ex-presidente Trump tornaram-se públicos na quinta-feira (13). No mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores do Panamá, Javier Martínez-Acha, reafirmou a posição do país ao declarar que "o Panamá se mantém firme na defesa de seu território, de seu canal e de sua soberania".

Ao ser questionado pela imprensa, Martínez-Acha foi enfático: "Que fique claro que o Canal pertence aos panamenhos. O Canal é operado por panamenhos. E, no caso de uma ameaça, o único que pode convocar outras nações para defender a operação do Canal é o nosso país, é o Presidente da República".

A reação do governo panamenho ocorreu após a rede americana NBC News, citando fontes da administração de Donald Trump, informar que o Comando Sul do exército dos Estados Unidos estaria elaborando planos para ampliar sua presença militar em solo panamenho.