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Líderes da UE querem transformá-la em 'estado totalitário, em 'IV Reich'', alerta ex-eurodeputado

O ex-eurodeputado apontou a crise energética, agravado pelas sanções contra Rússia, o aumento da dívida pública e a influência dos EUA como ameaças à Europa.
Líderes da UE querem transformá-la em 'estado totalitário, em 'IV Reich'', alerta ex-eurodeputadoGettyimages.ru / Thierry Monasse

Bernard Monot, economista e ex-eurodeputado pela França afirmou, em entrevista ao centro de análises político-estratégicas Stratpol, que o "fim da União Europeia (UE)" está próximo.

Segundo ele, após um eventual colapso do bloco, "imploraremos à Rússia que venha salvar a França e a Europa".

Monot classificou a situação econômica da UE como "absolutamente dramática" e atribuiu parte da crise ao conflito na Ucrânia, que, segundo ele, seria resultado de "tentativas dos EUA de separar a Europa Ocidental da Rússia".

Custos da confrontação econômica

Entre os problemas apontados pelo economista está o aumento significativo do preço da eletricidade após as sanções contra a Rússia, que teriam devastado empresas em toda a Europa.

Ele também citou a destruição do gasoduto Nord Stream 2, classificada por ele como "fatal para a economia alemã", e a dependência do gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos, vendido em dólar a um custo cinco vezes superior ao do gás russo.

As consequências dessas escolhas são "horríveis" para os europeus, disse Monot, que criticou a política energética da UE.

Críticas a Macron

O ex-parlamentar também criticou a gestão do presidente Emmanuel Macron, afirmando que a França "se tornou uma vítima da política antirrussa da UE", pois as sanções impostas ao país vão "contra seus próprios interesses econômicos".

"Emmanuel Macron foi chamado de 'Mozart das finanças', mas nos levou ao desastre", disse.

"Quatro Reich" e Rússia como alternativa?

Monot também acusou líderes europeus de "justificar a economia de guerra" adotada por meio do aumento de déficits e dívidas públicas, além de desviar recursos de franceses e alemães.

Para ele, o discurso sobre uma "guerra iminente contra a Rússia" serve apenas para "mascarar problemas internos" e consolidar um projeto autoritário, manipulando a sociedade europeia.

"Estão tentando transformar a UE em um Estado totalitário, o IV Reich", afirmou.

Diante das críticas, Monot sugeriu que a Rússia poderia surgir como "salvadora" dos países europeus.

A declaração reflete sua visão de que, diferentemente dos líderes europeus, figuras como Vladimir Putin e Donald Trump "amam seus países e seus povos".

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