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Nova parte de documentário sobre Michael Jackson revive casos de abuso infantil

A nova parte do documentário "Leaving Neverland" investiga as batalhas judiciais de dois homens contra o patrimônio do artista e as repercussões causadas pela primeira parte da produção lançada em 2019.
Nova parte de documentário sobre Michael Jackson revive casos de abuso infantilDan Reed / HBO

A controvérsia em torno dos supostos abusos sexuais por parte do cantor norte-americano Michael Jackson está ganhando força novamente com o próximo lançamento de uma nova parte do documentário 'Leaving Neverland', sob o título 'Surviving Michael Jackson'.

A sequência, que acompanha as alegações de Wade Robson e James Safechuck de que o artista teria abusado sexualmente deles quando eram crianças, será lançada no Reino Unido em 18 de março e aborda as batalhas judiciais contra o patrimônio de Jackson e as consequências da primeira parte do documentário que foi lançada em 2019. A produção também revela como a MJJ Productions e a MJJ Ventures, empresas do Rei do Pop, lutaram para evitar que o caso fosse a julgamento.

Na primeira parte do documentário, os dois homens alegam terem sido vítimas de abuso sexual do artista quando eram crianças, fornecendo detalhes perturbadores. Robson, 42, disse que tinha sete anos quando o cantor americano o teria estuprado pela primeira vez, enquanto que James Safechuck, 47, afirma ter sido agredido quando tinha dez anos. Ambos teriam sofrido os abusos no rancho "Neverland" do Rei do Pop localizado em Santa Bárbara, Califórnia.

"Não tem como ele ter feito isso sozinho"

Em uma prévia do novo documentário, Robson exige um "dia no tribunal", algo que deverá acontecer em novembro de 2026 quando ele e Safechuck terão seus casos julgados. No entanto, eles também planejam entrar na justiça contra a MJJ Productions e a MJJ Ventures, que eles acusam de terem acobertado as supostas agressões sexuais.

Será a primeira vez que as alegações contra Michael, que morreu em 2009, serão examinadas em tribunal com provas e depoimentos sob juramento.

"Michael está morto. Não há nada que possa ser feito agora em relação a ele ou seus atos. Mas ele tinha uma grande corporação ao seu redor que lhe permitia abusar de crianças. Não tem como ele ter feito isso sozinho", afirmou Robson, citado pelo DailyMal.

Robson, que obteve sucesso profissional como coreógrafo, conheceu Michael quando tinha cinco anos de idade, após vencer uma competição de dança em sua terra natal, a Austrália. O prêmio foi conhecer o astro pop e participar de três de seus videoclipes. Em seu processo contra o cantor, ele alega que Michael teria abusado dele por vários anos.

Safechuck tinha 10 anos de idade quando conheceu Michael durante as filmagens de um comercial da Pepsi depois do qual foi convidado para uma das turnês do artista. De acordo com a suposta vítima, Michael ligava para ele com frequência, dava-lhe presentes e depois abusava sexualmente dele.

As alegações foram rejeitadas duas vezes em 2017 e 2021, mas em agosto de 2023 um tribunal de apelações da Califórnia reabriu o processo.