
'O Brasil não é um problema para os EUA': Alckmin busca acordo após tarifas de Trump

O governo brasileiro iniciou negociações nesta segunda-feira (10) com os Estados Unidos após o anúncio de novas tarifas comerciais pelo presidente norte-americano, Donald Trump. A medida impacta setores como a siderurgia, afetando as exportações de aço e alumínio do Brasil, informou a imprensa brasileira.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reuniu-se com o representante comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer, para discutir formas de minimizar os impactos da decisão.

"O Brasil não é um problema para os Estados Unidos. O que buscamos é um entendimento porque o comércio exterior deve ser um ganha-ganha", afirmou Alckmin.
O governo Lula estuda editar uma medida provisória (MP) que crie mecanismos de retaliação comercial contra países que adotem medidas protecionistas. O Palácio do Planalto avalia que a MP pode fortalecer a posição do Brasil nas negociações internacionais.
As tarifas impostas pelos EUA incluem uma sobretaxa de 25% sobre o aço e o alumínio importados, atingindo diretamente Brasil, Canadá e México. Segundo o Banco Mundial, os Estados Unidos são os maiores importadores de alumínio do mundo e o segundo maior comprador de aço. Em 2023, o Brasil exportou US$ 2,8 bilhões em aço e US$ 900 milhões em alumínio para os EUA.